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Museu do Índio promove evento online para crianças e educadores

 

 

Conversas imprescindíveis numa linguagem leve e fascinante: essa é a fórmula mágica desenvolvida para encantar crianças e adultos na série Conversando com Aline Rochedo Pachamama, primeiro evento semanal online promovido do dia 22 a 27 de junho pelo Museu do Índio, por meio do Serviço de Atividades Culturais (SEAC).


(Imagem: Miniatura do primeiro episódio da série)


Durante cinco dias, pelos canais do Youtube e IGTV (Instagram), o museu disponibilizou vídeos destinados a crianças, pais e educadores sobre temas voltados ao aprendizado e à conscientização a respeito dos povos indígenas. Com música, desenhos e elementos naturais o público foi conduzido à Mantiqueira, aprendendo sobre animais, árvores, palavras da Língua Puri, sem deixar de lado a reflexão sobre pluralidade cultural, contemporaneidade dos povos originários e outros assuntos de relevância. Tudo isso na voz da escritora, ilustradora e historiadora do povo Puri da Mantiqueira, Aline Rochedo Pachamama.

Diversos comentários, envio de desenhos baseados no conteúdo apreendido e bate-papo pelo chat ao vivo durante as estreias marcaram a interação do público. Os cinco episódios, cuja duração foi de aproximadamente 2h, alcançaram 2.547 visualizações e mais de mil pessoas. 

 

Assuntos inadiáveis

 

De acordo com Aline, a escolha dos temas para o evento online é fruto de inquietações que surgiram pela experiência em visitas a diversas escolas de todo país. “A gente constata que todas as dúvidas são as mesmas...a forma como veem o originário como índio, o não entendimento dos povos originários no tempo presente, os preconceitos que se têm, as violências que envolvem o desconhecimento que, muitas vezes, é produzido pela própria escola a partir do livro didático que é oferecido, do modelo do índio, que não é aquilo que nos representa”, conta a historiadora.

 

A revisão do livro didático se faz emergencial para Aline, que há um tempo reflete sobre formas de auxiliar os professores a desenvolverem o tema nas escolas: “Eu fiz um exercício de rever um livro de história que foi lançado em um dos municípios agora em 2020 e ele trazia os mesmos erros e equívocos de 30 anos atrás. Então a gente vê que a história permanece, esse equívoco em relação à história que é escrita na terra, que tá pulsante, mas que não tem espaço no currículo oficial.” Para desenvolver um espaço de protagonismo, liberdade de fala e reparação histórica, a historiadora idealizou a Editora Pachamama, iniciativa comprometida com a democratização da leitura e da escrita.  

 

(Imagem: O internauta Clóvis Júnior acompanhou todos os episódios e enviou ao Museu do Índio sua ilustração das abelhas originárias mencionadas por Aline Rochedo Pachamama) 

 

 

Alternativas oportunas

 

O evento é mais uma das atividades interativas que o Museu do Índio tem buscado promover online. Mesmo fechada, a instituição mantinha diversos trabalhos com o público como visitas em escolas, exposições externas, projetos em parceria com outros museus, atendimento a pesquisadores e oficinas com indígenas. Tudo isso, antes da pandemia provocada pelo COVID-19. Agora, assim como em outras instituições culturais, a reinvenção se faz prioritária. 

“A situação que estamos vivenciando tem nos motivado a desenvolver novas maneiras de atingir o público. Agora disponibilizamos de ferramentas que, com certeza, vamos incorporar às nossas estratégias de atuação depois da pandemia e até mesmo após a abertura do museu, quando terminarmos todas as obras.” Comenta Giovani Filho, atual diretor da instituição. “A vantagem é que, se presencialmente atingíamos um público limitado, agora nossas atividades podem ser vistas e compartilhadas por um número bem maior de pessoas, em várias partes do país e do mundo”, pontua.

As ações são, ainda, uma maneira de continuar a apoiar artistas e educadores indígenas, já que as atividades são desenvolvidas a partir de contratos fechados junto à instituição. 

Carolina Lopez, chefe do Serviço de Atividades Culturais, ressalta a importância de manter vivo o setor educativo do Museu do Índio, mesmo diante dos empecilhos provocados pela pandemia. “Essa é uma oportunidade de demonstrar a força e a importância que o setor educativo tem em seu papel primordial de democratizar conhecimentos. Neste sentido, nosso trabalho torna acessível à população em geral a força das culturas indígenas, não só valorizando o papel que esses povos desempenham na realidade atual, mas também favorecendo o enriquecimento da própria percepção que a sociedade envolvente tem de si mesma,  quando entra em contato com visões de mundo distintas”, declara a servidora.  

Além da série Conversando com Aline Rochedo Pachamama, nos últimos dois meses o Museu do Índio promoveu uma live sobre a influência da música indígena, em parceria com a Rádio Yandê, Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e Museu Villa-Lobos, a divulgação da mostra virtual No Caminho da Miçanga, no Google Arts and Culture, e o lançamento seguido de entrevista ao vivo do filme Sonho de Fogo, do diretor Alberto Guarani. O material foi produzido no âmbito da MuseumWeek 2020 e da 18ª Semana Nacional de Museus e se encontra disponível no canal da instituição no Youtube.

 

 

 

(Imagem: Aline Rochedo Pachamama trouxe ao público do evento a riqueza da cultura e língua Puri, além de reflexões sobre os povos originários. Foto: arquivo pessoal) 



Clique e confira a série online Conversando com Aline Rochedo Pachamama

Episódio 1- Introdução aos aspectos e vida do povo Puri
Episódio 2- Por que cidadão e cidadã originários e não índio?
Episódio 3- Uma cultura indígena ou várias culturas originárias
Epsódio  4- Povos originários no tempo presente
Episódio 5 - Tira-dúvidas e comentários do público

 

 

 


Assessoria de Comunicação/MI